quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Depois de um tempo...

Fiz a coisa mais estranha do mundo, mas para mim naquele momento parecia o normal.
Eu desliguei o telefone. Massa achou muito ridiculo de minha parte não atender a menina.
Por mais gay que eu parecesse, não gostaria de criar novamente vinculos que se quebram com o tempo, parecia que a dor que eu carregava por relacionamentos mal sucedidos já havia me viciado de tal forma, que eu não conseguiria viver sem reclamar.
Sai de casa sem lavar o rosto com a roupa do corpo e sem nada na cabeça, o sol oriental rachava em branco a falsa impressão das cintilantes criaturas que pairavam na adaptação de minha retina a claridade daquela manha uma chapação natural do organismo, em que eu sempre imaginava quando era pequeno estar olhando para bactérias em um microscópio.
Caminhei o suficientemente longe para avistar o mar, outra coisa interessante é que o mar do Japão, sempre impiedoso de um azul marinho profundo, faz horizonte ficar pequeno enquanto a orla maritima é recheada de cais cinzentos e fabricas de processamento de alimentos, mesmo naquele clima trash, me sentei na areia grossa e escura e fiquei olhando para o nada.
Eu tentava observar o que eu era naquele momento apesar de não ter feito praticamente nada que pudesse me perturbar de tal maneira, meus pensamentos inquisidores sempre me fizeram companhia assustadora.
Resumi por algum tempo que minha vida não valia nada, que a fuga havia parado e que tudo que fizera não havia encontrado significado, ainda não entendia como uma simples mulher consegui mudar minha vida.
Minhas cagadas anteriores a Andreia de nada foram espasmos burros e adolescentes, mas a falta dela me fazia lembra de minha mãe meu pai de de meus verdadeiros amigos que havia deixado, acho que tudo que tinha abandonado em minha viagem o que me apoiava para suportar era ela.
Acho que eu estava sentindo o peso das coisas em minha costa novamente, saudade ou uma vontade assustadora de mudar a vida.
Caminhei até um cais abandonado onde eu via as ondas quebrarem nas pedras estava tão decepcionado para pensar no que era a vida...
Pus a mão, o suficiente para sentir o suor que quente que me lavava...
Foi neste momento que eu me joguei....
O mar me abraçou como uma velha canção...

hold on to the thread
the currents will shift
guide me towards you
know something's left
and we're all allowed to dream
of the next time we touch..........
you don't have to stray
two oceans away
waves roll in my thoughts
hold tight the ring...
the sea will rise...
please stand by the shore...
i will be...
i will be...
there once more.........